Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Risca Faca

Novas espécies brasileiras descritas em 2025

  O Brasil segue reafirmando seu papel como um dos países mais biodiversos do planeta. Mesmo em pleno século XXI, novas espécies continuam sendo descobertas e descritas pela ciência , revelando o quanto ainda sabemos pouco sobre a vida que nos cerca. Somente em 2025 , pesquisadores brasileiros e internacionais publicaram dezenas de novas espécies de animais, plantas, insetos, microrganismos e fósseis encontradas em diferentes biomas do país — da Amazônia ao Cerrado, da Mata Atlântica aos campos de altitude do Sul. Neste post, reunimos alguns dos principais destaques científicos de 2025 . Animais: pequenos, discretos e surpreendentes 🟠 Brachycephalus lulai – o sapinho do tamanho de uma unha Descrito na Serra do Quiriri (SC), na Mata Atlântica, esse minúsculo anfíbio mede cerca de 1,3 cm e apresenta coloração laranja intensa. A espécie foi identificada a partir de diferenças genéticas, morfológicas e no canto de acasalamento. Um exemplo clássico de como espécies endêmicas p...

A Antártica está ficando… verde? O surpreendente renascimento vegetal da Península Antártica

Quando pensamos na Antártica, a imagem que vem à mente costuma ser a de um continente imenso coberto por gelo, neve e rochas — em sua maioria inóspito, branco, frio e estéril. Mas estudos recentes mostram que essa paisagem está mudando — e de forma muito mais acelerada do que imaginávamos.  De quase nenhuma planta a quase 12 km² verdes em 35 anos Dados de satélites das missões Landsat 5 a Landsat 8 revelam que a área com vegetação na Antarctic Peninsula cresceu de 0,86 km² em 1986 para 11,95 km² em 2021 — um aumento de mais de dez vezes.  E mais: a expansão do verde se acelerou a partir de 2016.  Complexidade espacial e temporal na tendência de “esverdeamento” da Península Antártica ao longo dos últimos 35 anos . ( a–d) , Área vegetada (km², abaixo de 300 m de altitude) nos anos de 1986 (a) , 2004 (b) , 2016 (c) e 2021 (d) , com base em dados dos satélites Landsat 5–8 . Cada hexágono representa 5.000 km² . Fonte:  Roland, T. P., Bartlett, O. T., Charman, D. J., ...

Tylenol e Autismo? O Que a Ciência Realmente Diz — e Por que a Polêmica Está de Volta.

O presidente dos EUA aconselhou as pessoas: ‘Não tomem Tylenol’. Em 22 de setembro, a FDA (agência reguladora dos EUA) anunciou que acrescentaria um alerta ao rótulo de medicamentos contendo paracetamol (como o Tylenol). O comunicado mencionava uma “possível associação” entre o uso da droga durante a gravidez e o diagnóstico de autismo em crianças. A notícia, por si só, já provocaria debate. Mas a situação se inflamou quando o então presidente dos EUA, Donald Trump, declarou publicamente: “ Don’t take Tylenol. Fight like hell not to take it .” (Não tomem Tylenol. Lutem com todas as forças para não tomá-lo.) Sem nuances. Sem contexto. Sem ciência. Só que a própria comunidade científica reagiu — e com preocupação. Existe realmente ligação entre paracetamol na gravidez e autismo? A resposta é: não há evidência robusta. O paracetamol é um dos medicamentos mais comuns no mundo — usado por cerca de metade das gestantes globalmente. Por isso, ele é frequentemente investigado quando su...

Quando neurônios viram computadores: a fronteira que a ciência acabou de cruzar!

Dispositivos contendo pequenos aglomerados de células cerebrais humanas ficam dentro de uma geladeira na FinalSpark, em Vevey, Suíça.  Crédito: Fabrice Coffrini/AFP via Getty. A ciência adora desafiar o senso comum — mas, às vezes, ela extrapola até nossos limites de imaginação. Um novo artigo publicado na Nature apresentou uma dessas ideias capazes de virar manchete global: microsferas de neurônios humanos vivos sendo usadas como minicomputadores . Sim, você leu certo. Não chips, não transistores. Neurônios de verdade , cultivados em laboratório, conectados a eletrodos e treinados para processar informação. E isso não é ficção científica — já está acontecendo hoje . 🧠 O que exatamente está acontecendo? Pesquisadores estão cultivando pequenos aglomerados de células nervosas, chamados informalmente de brain blobs . Esses blobs recebem estímulos elétricos, aprendem padrões simples e devolvem respostas — de modo surpreendentemente eficiente. A grande promessa? Computação ultra...