Pular para o conteúdo principal

✍️ Sobre o Autor


Dr. Mayck Barbosa

Biomédico, neurodivergente, natural de São Domingos do Maranhão (MA), nascido em 15 de outubro de 1993. Graduou-se em Biomedicina pela Universidade Federal do Piauí (2017), onde também concluiu o Mestrado em Biotecnologia (2019). É Doutor em Ciências (Fisiopatologia Médica) pela Universidade Estadual de Campinas (2025) e, atualmente, atua como servidor público na mesma instituição.

Durante a graduação, realizou intercâmbio acadêmico na Flinders University (Austrália), experiência que ampliou sua formação científica e perspectiva internacional. Como fruto de instituições públicas de ensino, acredita profundamente no potencial transformador da educação pública de qualidade, especialmente para jovens de baixa renda.

Autor de diversos artigos científicos, publicou durante a pandemia do COVID-19 seu primeiro livro, Escritos de um jovem cientista para jovens sonhadores, lançado de forma independente e inspirado em suas vivências na pesquisa. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Óleo de Lorenzo: A História Real Por Trás da Descoberta que Mudou o Entendimento da Adrenoleucodistrofia

Fonte:  Óleo de Lorenzo - Fundação Unida para a Leucodistrofia A história do Óleo de Lorenzo é um exemplo raro de como a determinação de uma família pode impulsionar avanços científicos — mas também de como a ciência real é mais complexa do que o cinema mostra. Tudo começou em 1984, quando Lorenzo Odone , então com 5 anos, recebeu o diagnóstico de Adrenoleucodistrofia (ALD) , uma doença genética rara ligada ao cromossomo X que causa degeneração progressiva do sistema nervoso. Na época, não havia tratamento eficaz para interromper o acúmulo dos ácidos graxos de cadeia muito longa (VLCFAs) , responsáveis pelo dano cerebral. A Busca Científica dos Pais Augusto e Michaela Odone , sem encontrar médicos capazes de ajudar seu filho Lorenzo, diagnosticado com ALD , decidiram buscar eles mesmos um tratamento. Com determinação, passaram a estudar a doença em profundidade: acamparam em bibliotecas médicas, revisaram estudos com animais, pressionaram pesquisadores renomados e até organizar...

O Babaçu como Fator de Risco para Cromoblastomicose no Maranhão: o que a Ciência Brasileira Revelou em 1995

  A cromoblastomicose é uma infecção fúngica crônica, típica de regiões tropicais, que afeta principalmente trabalhadores rurais expostos ao solo, madeira, vegetação em decomposição e microtraumas da pele. No Maranhão — estado que concentra grande parte das palmeiras de babaçu do Brasil — um estudo publicado em 1995 trouxe uma descoberta epidemiológica importante: a casca do coco-babaçu pode ser um fator de risco significativo para a infecção humana por Fonsecaea pedrosoi , um dos principais agentes da cromoblastomicose .  Este achado não apenas ampliou nossa compreensão sobre a ecologia da doença, mas também ajudou a explicar casos raros de lesões glúteas, incomuns na cromoblastomicose tradicionalmente associada aos membros inferiores. Conceição de Maria Pedrozo e Silva 🌿 O Babaçu e seu Papel no Cotidiano Rural Maranhense O babaçu ( Orbignya phalerata ) é uma palmeira abundante no Meio-Norte brasileiro, especialmente no Maranhão, onde compõe a floresta dos cocais. Sua impo...

Novas espécies brasileiras descritas em 2025

  O Brasil segue reafirmando seu papel como um dos países mais biodiversos do planeta. Mesmo em pleno século XXI, novas espécies continuam sendo descobertas e descritas pela ciência , revelando o quanto ainda sabemos pouco sobre a vida que nos cerca. Somente em 2025 , pesquisadores brasileiros e internacionais publicaram dezenas de novas espécies de animais, plantas, insetos, microrganismos e fósseis encontradas em diferentes biomas do país — da Amazônia ao Cerrado, da Mata Atlântica aos campos de altitude do Sul. Neste post, reunimos alguns dos principais destaques científicos de 2025 . Animais: pequenos, discretos e surpreendentes 🟠 Brachycephalus lulai – o sapinho do tamanho de uma unha Descrito na Serra do Quiriri (SC), na Mata Atlântica, esse minúsculo anfíbio mede cerca de 1,3 cm e apresenta coloração laranja intensa. A espécie foi identificada a partir de diferenças genéticas, morfológicas e no canto de acasalamento. Um exemplo clássico de como espécies endêmicas p...